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terça-feira, 27 de julho de 2010

Caixa de papelão transforma-se em 100 árvores

Vanessa Barbosa - 13/07/2010 - Portal Exame*

Imagine se você pudesse se desfazer de todo tipo de embalagem simplesmente enterrando-as no canteiro mais próximo e, tempos depois, encontrasse uma mini plantação de brotos de árvores verdinhos.

É exatamente isso que o micrologista e advogado inglês Paul Stamets fez ao laçar no mercado a Life Box - uma caixa de papelão que pode ser rasgada e enterrada para plantar 100 árvores.

A embalagem é à base de papel reciclado em cujas fibras foram inseridas sementes de árvores, cada uma salpicada com esporos de fungo, formando uma micorriza. Quando plantadas, as sementes brotam graças em parte ao fungo, que ajuda a nutrir a planta.

Aprovado pelo Ministério da Agricultura para o plantio em todos os estados dos Estados Unidos e no Canadá, a Life Box ainda precisaria de aprovação de outros países para ser enviada ao exterior, para não espalhar espécies de plantas não-nativas nessa regiões.

Segundo o site da invenção, a caixa semeadora de plantas pode ser utilizada para enviar produtos, como uma embalagem de Sedex, por exemplo. Um pacote com dez caixas de dimensões 10,5cm x 7,5cm custa cerca de 33 dólares. Quem recebe o pacote, pode reciclá-lo. Mas isso seria um desperdício.

*Portal Exame

Quem dorme até tarde não é vagabundo, diz ciência

Alvo de críticas de familiares e amigos, quem gosta de ficar na cama até a hora do almoço pode ter um motivo científico para a "vagabundagem": o distúrbio do sono atrasado. O assunto foi um dos temas abordados no 6º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu recentemente em Gramado.

O organismo humano tem um ciclo diário, de modo que os níveis hormonais e a temperatura do corpo se alteram ao longo do dia e da noite. Depois do almoço, por exemplo, o corpo trabalha para fazer a digestão e, conseqüentemente, a temperatura sobe, o que pode causar sonolência.

Quando dormimos, a temperatura do corpo diminui e começamos a produzir hormônios de crescimento. Se dormirmos durante a noite, no escuro, produzimos também um hormônio específico chamado melatonina, responsável por comandar o ciclo do sono e fazer com que sua qualidade seja melhor, que seja mais profundo.

Pessoas vespertinas, que têm o hábito de ir para a cama durante a madrugada e dormir até o meio dia, por exemplo, só irão começar a produzir seus hormônios por volta das 5 da manhã. Isso fará com que tenham dificuldade de ir para a cama mais cedo no outro dia e, consequentemente, de acordar mais cedo. É um hábito que só tende a piorar, porque a pessoa vai procurar fazer suas atividades durante o final da tarde e a noite, quando tem mais energia.

O pesquisador Luciano Ribeiro Jr. da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em sono, explica que esse distúrbio pode ser genético: "Pessoas com o gene da ‘vespertilidade’ têm predisposição para serem vespertinas. É claro que fator social e educação também podem favorecer”. Mas não se sabe ainda até que ponto o comportamento social pode influenciar o problema.

A questão, na verdade, é que o vespertino não se encaixa na rotina que consideramos normal e acaba prejudicado em muitos aspectos. O problema surge na infância. A criança prefere estudar durante a tarde e não consegue praticar muitas atividades de manhã. Na adolescência, a doença é acentuada, uma vez que os jovens tendem a sair à noite e dormir até tarde com mais frequência.

A característica vira um problema quando persiste na fase adulta. “O vespertino é aquele que já saiu da adolescência. Pessoas acima de 20 anos de idade que não conseguem se acostumar ao ritmo de vida que a maioria está acostumada”, diz Luciano. Segundo ele, cerca de 5% da população sofre do transtorno da fase atrasada do sono em diferentes graus e apenas uma pequena parcela acaba se adaptando à rotina contemporânea.

O pesquisador conta também que, além do preconceito sofrido pelos pais, professores e, mais tarde, pelos colegas de trabalho, o vespertino sofre de problemas psiquiátricos com maior frequência: depressão, bipolaridade, hiperatividade, déficit de atenção são os mais comuns. Além disso, a privação do sono profundo, quando sonhamos, faz com que a pessoa tenha maior susceptibilidade a vários problemas de saúde: no sistema nervoso, endócrino, renal, cardiovascular, imunológico, digestivo, além do comportamento sexual.

O tratamento não envolve apenas remédios indutores do sono, como se fosse uma insônia comum. É necessária uma terapia comportamental complexa, numa tentativa de mudar o hábito, procurando antecipar o horário do sono. Envolve estímulo de luz, atividades físicas durante a manhã e principalmente um trabalho de reeducação.

E as pessoas que têm o hábito de acordar às 4 ou 5 horas da manhã? “O lado oposto do vespertino é o que a gente chama de avanço de fase. Só que esse não tem o problema maior no sentido social. Ele está mais adaptado aos ritmos sociais e profissionais. Os meus pacientes deste tipo têm orgulho, já ouvi mais de uma vez eles dizendo ‘Deus ajuda quem cedo madruga’”, diz o neurologista.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI148505-17770,00-QUEM+DORME+ATE+TARDE+NAO+E+VAGABUNDO+DIZ+CIENCIA.html

sábado, 3 de julho de 2010

Epidemik


Epidemik foi originalmente concebida e realizada na França, pela Cité des Sciences et de l’Industrie/Universcience, de La Villette, Paris, em parceria com a sanofi-aventis, o Instituto Pasteur e a Escola de Altos Estudos em Saúde Pública (EHESP) e com o apoio da Fundação Villette-Empresas.

A exposição no Brasil é resultado de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, e a sanofi-aventis, com o apoio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

Epidemik é dividida em dois blocos: o primeiro faz uma retrospectiva histórica das grandes epidemias mundiais, sob o olhar e o testemunho de pessoas de várias partes do mundo, valendo-se de um rico acervo histórico e jornalístico.

No segundo bloco, a exposição revela toda sua originalidade e didática em um videogame coletivo, montado em um grande tabuleiro eletrônico de 165m², no qual cerca de 40 jogadores, simultaneamente, simulam e enfrentam situações de crise epidêmica de forma colaborativa.

Epidemik traz um panorama das principais epidemias mundiais e aborda o comportamento das populações em situações de crise, com destaque para os aspectos sociais e culturais, as descobertas científicas e os avanços nas políticas de saúde pública.

Epidemik revela os desafios que uma epidemia pode impor a uma sociedade e chama a atenção para o papel que cada um, cidadão ou autoridade pública, pode e deve assumir para prevenir situações de calamidade.

Data e horário: 02 de Julho a 26 de Setembro de 2010

De terça a sexta-feira, das 08h às 18h

Sábados, domingos e feriados das 09h às 18h

Local: Estação Ciência da Universidade de São Paulo